varal de ideias


EIS QUE TUDO SE FEZ NOVO...

Há dias venho ensaiando a minha volta ao meu Varal de Ideias. Hoje, ao ler um texto de uma amiga-irmã, a Val, tive a certeza que deveria voltar a escrever.

Quem me conhece sabe que escrever pra mim é algo assim... vital. Então é chegada a hora de voltar às folhas em branco.

Mas eu volto pra esse cantinho de maneira diferente. Se antes eu escrevia aqui as histórias mais absurdas, a partir de agora quero dividir com todo aquele que por aqui passar o que há de mais incrível, amável e sobrenatural. Muitos não sabem, mas há quatros me converti, aceitei a Jesus como meu Senhor e Salvador, e foi a partir daí que vi minha vida mudar. Claro que com a conversão pensei: Pronto. Nunca mais sentirei dor. Nunca mais sofrerei. Nunca mais isso, nunca mais aquilo. Na realidade, não foi bem assim que tudo aconteceu.

Tenho descoberto aos poucos o que é andar com Deus. Tenho provado aos poucos o gostinho do seu imensurável amor. Isso porque estar com Ele, significa buscar. E por mais que eu busque, sei que ainda é pouco.  E isso me faz querer todos os dias mais do seu amor, mais do seu poder, mais da sua unção, mais da sua presença.

Talvez você me pergunte: Como assim. Você mudou? E então eu respondo, sim. Eu mudei. Hoje sou uma nova criatura em Cristo Jesus. Hoje tenho alegria em meu coração, e um amor que às vezes sequer consigo compreender. Em minhas orações, peço a Ele que isso nunca acabe. Que me dê sabedoria e entendimento. Que me faça sonhar seus sonhos, pensar seus pensamentos. Tenho vivido muito da parte de Deus... Sei que nas pequenas coisas Ele fala comigo. Com você não vai ser diferente. Se o buscar... Ele dos altos céus responderá. Jesus te Ama. Deus te abençoe!!!



Escrito por Marcela Fonseca às 14h57
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


QUANDO NÃO HÁ DO QUE SE LEMBRAR FICA FÁCIL ESQUECER!!!

Há dois anos, nesta mesma data, estava prestes a passar pelo momento mais difícil em vinte e poucos anos de vida. A morte do meu pai. Ele havia acabado de completar seus 57 anos, quando no dia 14 de junho de 2007 precisou ser internado. Ele chegou ao hospital sentido apenas falta de ar... E então vieram as complicações de uma vida de muito tabagismo. Foram 22 dias de internação, 15 deles dentro de uma UTI [Unidade de Tratamento Intensivo]. Lembro-me de tê-lo visto sorrir -ainda que com tubos e aparelhos ligados ao seu corpo- e disso jamais esquecerei.

Durante todo o tempo acreditei que ele sairia dessa. Mas seu vício o venceu. Ele faleceu no dia 7/07/07. O fato é que meu pai sempre cuidou de sua família. Era ele quem resolvia coisas assim. Sem ele o que faríamos? Minha mãe e meus irmãos -sou a terceira de quatro filhos- sentíamos dor. Mas era preciso cuidar de tudo. E a tarefa foi delegada à mim. Meu irmão mais velho [e 12 anos mais velho] parecia ser mais frágil do que eu. Nunca me senti tão fraca. Tão pequena. Havia perdido ali o chão. Não tive escolha. A vida quem decidiu tudo por nós. Mas uma força maior -e essa força para mim é a mão de Deus- me fortaleceu.

Foi assim que descobri que quando sou fraca é que sou forte e que ainda que o mundo me abandone -entenda-se amigos e familiares- ainda assim sei exatamente onde está minha força, meu refúgio e a minha fortaleza. Não que não soubesse que a vida é cheia de momentos tristes. Mas nessas horas fica mais fácil enxergar as entrelinhas, então, percebi que a vida é mesmo cheia de tristeza e dor. Como quando aos seis ou sete anos vi meu padrinho amado também ir embora num acidente de carro. Ou quando cheguei tão perto na seleção do Curso Abril de Jornalismo [curso da Editora Abril direcionado à recém-formados em Jornalismo de todo o país] e no último segundo perdi!

Nem sempre é fácil encarar os fatos. Mas é possível superar. Ainda choro ao lembrar do meu pai porque vejo seu sorriso. Depois de anos choro ao lembrar do meu padrinho porque tenho a lembrança bem viva da última vez que o vi, num almoço de domingo em que, como sempre, mordeu minhas mãos - ele adorava fazer isso porque, acredite se quiser, fui uma criança "fofinha". Até hoje lamento não estar entre os selecionados para o Curso Abril porque desde criança sonho trabalhar em revista. Porque me preparei durante um ano. Porque sabia que não seria fácil. Porque ficar entre os 120 finalistas [apenas 60 selecionados], de um total de creca de 3 mil inscritos, me fez acreditar ainda mais que fiz a escolha certa....

No entanto, são essas situações e outras tantas que sequer relacionei aqui que fizeram de mim a pessoa que sou hoje. Não sou melhor nem pior que ninguém.  Mas embora eu tenha meus momentos ruins, prefiro sempre enxergar o lado bom das coisas. Procuro sempre criar oportunidades para aprender e melhorar. Recentemente passei por algo que se fosse em outra época teria me derrubado. Sem murmurar compreendi. Claro que tirei minhas próprias conclusões . Se estive certa ou errada não sei. Mas desde então continuo a seguir...

E pra finalizar... Escrevo aqui algo que tem feito muito sentido pra mim. Quando não há do que se lembrar, não há motivos para se esconder, fingir ou fugir! O que estou tentando dizer é que só posso ser feliz ou infeliz por aquilo que um dia vivi verdadeiramente. Coisas imaginárias não nos podem machucar. Muito menos nos parar!!!



Escrito por Marcela Fonseca às 15h00
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


VERBA VOLANT SCRITA MANET

 

 

Por algum tempo me vi distante de uma das coisas das quais mais me orgulhei de criar, o meu VARAL de IDEIAS. É certo que este blog não representa nada neste enorme universo que nos permite viajar e explorar lugares. Refiro-me sim a essa terra sem dono chamada internet.

Lembrei-me da felicidade, de toda semana, receber e-mails e até telefonemas de gente ansiosa por mais uma publicação.

O fato é que bateu a saudade. Vejo que é chegada a hora de voltar. Porém, há quem diga [e aí entenda-se Mariana] que uma outra volta já ocorreu, no entanto, mais uma vez me ausentei. Mas estou certa que dessa vez será definitivo.

Foram vários os momentos que disse aqui que "a escrita é minha válvula de escape, algo tão vital quanto comer ou beber". Acho que nunca estive tão certa. O papel em branco é sempre um convite e colocar pra fora o que sinto me faz bem... É ela, a escrita, que me permite ainda perceber o quão bom é viver o que vivo. Por mais cansativo que isso possa ser. Há dias que só essa paixão é capaz de fazer de mim alguém "forte".

Posso associar meu sumiço ao ritmo acelerado de trabalho ao qual tenho me submetido todas as manhãs [sem horário para terminar]. O dia na redação de um jornal diário não é fácil. E posso afirmar que não consigo imaginar onde ela possa ser melhor. Só conheço essa forma de viver. O que me chateia é o fato de não ter tempo para todas as outras coisas, ou ainda, não ser compreendida por quem não conhece de perto essa correria.

É como se não tivesse controle do meu dia. Tudo depende do que querem de mim. A partir daí traço caminhos em busca de respostas. O resultado, na minha opinião, é sempre o mesmo. Somos operários de uma indústria onde a ferramenta é a palavra [no meu caso impressa].

Voltar pro meu VARAL hoje significa colocar em prática, de maneira livre, as minhas IDEIAS. Seja em forma de conto, crônica ou desabafo. A cor está diferenet, mas a linha de raciocínio continua a mesma. Prometo ser menos relapsa e me manifestar mais. Agora é esperar pra ver no que vai dar...



Escrito por Marcela Fonseca às 20h11
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


DE REPENTE

  

“Um minuto para o fim do mundo / Toda a minha vida em sessenta segundos / Uma volta no ponteiro do relógio pra viver...”. De repente um tiro...

Leila olha a sua volta. Sem entender nada, ela vê sangue em suas mãos. Paulo corre.

Momentos antes Leila entra na loja de conveniência em busca de um café. No instante em que passa pela porta a jovem vê Paulo. Os olhares se cruzam.

- Aquele rosto. Aquele rosto.

Leila tenta se lembrar. O rosto que lhe pareceu familiar traz a memória dias de sua infância.

- Claro. Paulinho.

Ela se lembra do rapaz com quem estudou até a 7º série do ensino fundamental em um colégio particular da região da avenida Paulista. Paulinho era um garoto tímido. Tinha poucos amigos. Era apaixonado pela melhor amiga de Leila. Ela torcia para que os dois ficassem juntos, mas sua amiga nunca lhe daria uma chance.

Leila, companhia agradável e engraçada, vivia cercada de amigos. Filha de um famoso empresário do ramo da construção civil e de uma arquiteta renomada, embora tivesse boa situação financeira, não se importava com o luxo e estava sempre em busca de ajudar os outros.

Paulo parecia o mesmo menino franzino dos tempos de escola. Apressado ele não se deu conta que aquela era a única pessoa que anos atrás tinha lhe dado a pouca atenção que recebeu durante todos aqueles anos.

Leila pediu o café. Paulo estava agitado, andava de um lado para o outro dentro da loja. Ela então se acomodou para tomar seu capuccino. Em seu iPod tocava Último Romance, da banda Los Hermanos, a favorita de Leila. Paulo continuava agitado. A moça se levantou lentamente, pagou pelo café e seguiu em direção à porta.

No iPod toca CPM 22. Leila puxa a porta e sai. Nesse instante, dois homens entram na loja e um aguarda do lado de fora. Paulo anuncia o assalto. O desespero toma conta de clientes e funcionários. Leila já está perto de seu carro. A sirene indica que a polícia já está à caminho. Leila, com sua mão direita, abre a porta do carro. No iPod a música toca alto. “Um minuto para o fim do mundo / Toda a minha vida em sessenta segundos / Uma volta no ponteiro do relógio pra viver...”. Leila se assusta, antes, um tiro... Leila olha a sua volta. Sem entender nada, ela vê sangue em suas mãos. Paulo corre. Ele e os outros três homens são perseguidos pela polícia. Leila cai. Já é tarde demais. Leila, 19 anos, morre, cedo demais.



Escrito por Marcela Fonseca às 19h25
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


*A ENTREVISTA (2° Capítulo)

Chegada a hora de ir trabalhar, Heloísa era só riso. Sua única incerteza era sobre o que usar. Vestia-se muito bem, mas só pensava em impressionar Daniel, e fazê-lo notá-la era o grande desafio daquela manhã já que não sabia como chamar sua atenção.

Os primeiros dias na redação trascorreram cheios de novidades. Helô que sempre deu importância às coisas simples da vida, manifestava toda sua alegria ao almoçar fora com os amigos, e até mesmo ao viajar de ônibus à caminho do trabalho ou à procura de lugares e histórias para contar. Na agenda, reuniões de pauta, entrevistas, shows e eventos.

O que mais poderia fazê-la feliz? Viver entre leads e deadlines sempre foi seu sonho e em muito pouco tempo tornou-se seu maior prazer. Só mesmo a figura de Daniel para mudar essa realidade que, sentado à mesa em frente a de Helô, era visto por ela como que num porta-retrato. O conhecia bem e de longe admirava, sonhava com seus beijos e seus abraços, conhecia suas preferências e sabia o quanto eram parecidos. Tanta semelhança os tornaria um casal diferente - românticos à moda antiga.

Os dias passavam. E a notícia do novo emprego de Heloísa corria. Não demorou muito para que chegasse aos ouvidos de seu ex-namorado, Pedro que, feliz com a história, resolveu procurar Helô.

Pedro foi o primeiro amor de Heloísa, e por muito tempo ela acreditou que seria o único. Os dois se conheceram em uma viagem, ela que na época tinha 16 anos, se apaixonou perdidamente pelo rapaz 11 anos mais velho. O romance durou apenas um ano e terminou de maneira trágica. Durante sete anos, se viram duas vezes, mas sem trocar qualquer palavra. Heloísa viveu outras histórias, mas o fantasma que assombrava sua alma não a deixava esquecer o cheiro, o gosto de Pedro. Até o dia em que o destino os uniu outra vez. Quatro meses depois, o fim. Helô havia dado um basta. Mas não sabia ao certo o que que sentimento cultivava em seu coração. Agora, aquele que significou a melhor e a pior coisa em sua vida estava de volta e convencido de que iria reconquistá-la.

Término do expediente, o celular de Helô toca, é Pedro que, já à espera do outro lado da rua para uma conversa. Ela desce do 4° andar pelas escadas, saí do prédio e se aproxima.

 

Continua quarta-feira que vem...

(TODA QUARTA-FEIRA UMA NOVA IDÉIA AQUI NO VARAL)



Escrito por Marcela Fonseca às 21h49
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


*A ENTREVISTA

 

Segunda-feira o telefone celular de Heloísa tocou. A editora responsável pela publicação de sua revista favorita, onde desde criança sonhou um dia trabalhar, lhe telefonou para marcar uma entrevista de emprego. Helô, jornalista desempregada há um ano e dez meses, se encheu de felicidade. A moça que sobrevivia entre um freela e outro, entre um calote e outro, havia reenviado mais de cem currículos dias antes.

Sem conseguir dormir a candidata escreveu em seu diário virtual até às 4h da madrugada quando deitou-se para dormir, ansiosa pela chegada da manhã seguinte. Levantou-se por volta das 9h, tomou uma ducha morna e demorada, vestiu-se com uma roupa leve, sentou-se à mesa e tomou o café preparado por sua avó materna, alimentou-se bem como de costume e telefonou para sua melhor amiga, queria ouvir dela um 'boa sorte'. Seu primeiro compromisso aconteceu às 10h da manhã daquele que seria um dia muito especial, acompanhou a vovó Mercedes no supermercado, chegou em casa, almoçou e calculou seus passos até o local da entrevista, tomou então outro banho, dessa vez vestiu-se como manda o figurino, faltando uma hora para o encontro saiu. O bate-papo com Bárbara, chefe de reportagem, estava agendado para às 14h.

O percurso não era longo e pelo horário não seria demorado. Em meia hora chegaria ao prédio da editora. No bolso o companheiro fiel, seu iPod, entre as favoristas uma regravação repetia, repetia e repetia, 'Dancing With Myself', na versão da banda francesa Nouvelle Vague. Enquanto ouvia o som de sua mais nova paixão musical viajava e observava rostos, gestos, jeitos, prestava atenção nas relações humanas e situações cotidianas das mais variadas dentro e fora do coletivo.

O encontro com Bárbara foi decisivo. Trataram de assuntos como sociedade, moda, música, cultura, experiências e aspirações profissionais. Se entenderam num piscar de olhos. Sorte de Helô, que conquistou a vaga. Ao sair da sala de sua chefe, por um minuto e só por um minuto Heloísa viu Daniel, a quem teve a chance de ser apresentada, na verdade já o conhecia de um encontro súbito, haviam também trocado e-mails recentemente, mas ele sequer imaginava que a moça com quem um dia havia conversado de maneira desinteressada estava diante de seus olhos.

Contente com a novidade Heloísa saiu da empresa à espera do dia seguinte. A volta para casa parecia não ter fim. Por volta das 18h a cidade estava o caos, furiosa com seus moradores, o mesmo trajeto demorou três vezes mais. Heloísa só pensava em trabalhar e, é claro, em Daniel.

*Continua quarta-feira da semana que vem...

(TODA QUARTA-FEIRA UMA NOVA IDÉIA AQUI NO VARAL)



Escrito por Marcela Fonseca às 20h18
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


FERNANDO PESSOA

Essa semana o Varal recebe uma visita ilustre.

Fernando Pessoa, poeta português é quem dá as caras por aqui!!!

                  Isto

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está de pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!

                  Fernando Pessoa

 

(TODA QUARTA-FEIRA UMA NOVA IDÉIA AQUI NO VARAL)




Escrito por Marcela Fonseca às 15h01
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


SÓ POR HOJE

“Que dias há que n'alma me tem posto

Um não sei o que

Que nasce não sei onde

Vem não sei como

E dói não sei porquê”. (Camões)

                                

Talvez eu saiba o que me inquieta o coração

Talvez eu sobreviva, ainda que sinta dor.

Só por hoje quero ficar só

Mergulhada na minha própria ignorância

Embreagada de solidão

Revelando o vazio e a escuridão da minha alma.

Eu, que ouço a voz que leva para longe a minha paz

Ainda perdida em meus passos

Sinto-me fugir de mim mesma

Recorro aos meus pensamentos

Hoje, só por hoje, não quero mais ser quem eu sou.

(TODA QUARTA-FEIRA UMA NOVA IDÉIA AQUI NO VARAL)



Escrito por Marcela Fonseca às 17h43
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


BABADOS & FUXICOS

Jornalista, escritora, apresentadora e atriz, Marcela Fonseca é uma das celebridades mais completas da atualidade. Protagonista de sua própria vida, Marcela vive um romance com o ator britânico Joseph Fiennes, estrela dos filmes Elizabeth e Shakespeare in Love, ambos de 1998. Recentemente flagrada por um paparazzi sem o namorado, colegas da moça afirmam que chegou ao fim o conto de fadas.

Esbanjando beleza e alegria, Marcela Fonseca, Priscila Gil e Elaine Galileu foram vistas se divertindo no último sábado (01/09), no Beach Park, maior parque aquático da América Latina, localizado em Fortaleza, no Ceará. Queridas entre o público as famosas distribuíram autógrafos para os fãs, com a maior disponibilidade e simpatia.

Dias depois, na noite de segunda-feira (03/09), Marcela ainda companhada das amigas Priscila e Elaine, saiu para dançar e saborear as delícias da cozinha brasileira. O local escolhido foi o bar e restaurante Frigideira Carioca, no Leblon, Rio de Janeiro. O trio de morenas engatou um animado papo e atraiu a atenção da clientela, que pouco depois viu a mesa repleta de outras celebridades.

A notícia ganhou as páginas dos principais tablóides ingleses. O que causou a especulação de veículos de comunicação nacionais e internacionais. Rita de Cássia Rosa e Prata, assessora de imprensa de Marcela afirma que o namoro continua firme. Que o casal planeja viajar juntos pelo nordeste do Brasil ainda este ano. E que Marcela e Fiennes, mesmo de longe, vivem o verdadeiro amor. Para 2008, a jornalista e o ator pensam comprar uma casa no Ceará, casar e ter filhos, completa Rita de Cássia. 

 

(TODA QUARTA-FEIRA UMA NOVA IDÉIA AQUI NO VARAL)



Escrito por Marcela Fonseca às 22h31
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


MUITAS COISAS SOBRE MIM...

Já é do conhecimento de vocês que todas as quartar-feiras publico uma IDÉIA nova em meu VARAL, mas ontem foi um dia difícil e de muito trabalho, peço desculpas. Hoje aproveito pra atender ao pedido do amigo A.Gil. Para essa semana procurava entre as minhas anotações uma história para desenvolver. Sofro de insônia, por isso, enquanto não durmo penso em situações das quais tento narrar aqui. Mas aceitei prontamente o desafio de contar sete coisas sobre mim... Confesso que não curto muito correntes e/ou brincadeiras em e-mails, orkuts, ou mesmo, blogs, sou um tanto devagar para essas coisas... Mas quero tentar... Vamos lá:


Sete.

Nome: Marcela

Apelidos: Má. Cela. Nenha. Tia Lafela.

Data de Nascimento: 12/04/1982

Local: São Paulo (SP)

Signo: Áries


Seis.

É verdade. Sou chorona, sim! Sempre choro assistindo a filmes e finais e também inícios de novela. Choro vendo até entrevistas ou o noticiário na TV. Em 1994, vi pela 1° vez o Rei Leão, chorei muito. Dez anos mais tarde e mais velha, chorei outra vez. Taí um filme que não posso sequer ouvir o tocar dos tambores, o Hakuna Matata!


Cinco.

Conheci minha amiga-irmã Silene nos tempos do Fã-Clube Metal Contra as Nuvens/Legião Urbana. (1993). Tive o prazer de conhecer pessoalmente Marcelo Bonfá e o Dado Vila-Lobos. Mas nunca tive coragem de falar, mesmo que por telefone, com Renato Russo. Foi uma época e tanto!


Quatro.

Amo a Deus. Amo minha família. Amo meus amigos. Amo meus afilhados. Amo minha profissão. Amo escrever. Amo ler. Adoro conversar. Adoro ver filmes. Adoro ouvir a mesma música várias vezes. Adoro atender meu celular. Adoro parques. Adoro pique-nique. Adoro cantar. Não vivo sem café. Não sei cozinhar. Não sei dançar. Às vezes não sei dizer não!


Três.

Não gosto de macarronada, detesto camarão e odeio maracujá!


Dois.

Livro: Feliz Ano Velho (Marcelo Rubens Paiva), outro livro, O Amor Nos Tempos de Cólera (Gabriel García Márquez);

Filme: Impossível citar um só...

Música: Depende do dia e da ocasião... Mas, com certeza o Rei Roberto Carlos, Chico Science e Nazão Zumbi, Los Hermanos, Chico Buarque...


Um.

Senta que lá vem história - Sempre soube que minha vinda ao mundo aconteceu porque era um sonho da minha avó Laurinda ver minha mãe, caçula de seis filhos, totalmente grávida. Em 1981, meus pais já com um casal de filhos, Marcos e Márcia, deram a tão esperada notícia. Minha mãe tornou-se em poucos meses a grávida mais linda de todas. Em seu ventre carregava aquela que seria a coisa mais fofa da vovó. Ainda no início da gestação a briga pela escolha da madrinha e do nome. Ficou acertado que se fosse um menino Maristela batizaria e Maria escolheria o nome. No dia 12 de abril de 1982, nasceu uma menina, então seguindo o trato, Maria batizou Marcela, nome escolhido por Maristela. Todos estavam ansiosos pela chegada do bebê. Para comemorar e receber mãe e filha, meu pai promoveu uma festa com direito a queima de fogos. Marcelinha não sabia, mas desde cedo cativava todos ao seu redor. Cresceu cercada de mimos e não mudou muito de lá pra cá. Seis anos depois da minha chegada nasceu minha irmã, também amada, Mariana. Perdi o meu reinado de caçula, mas não a majestade. O estranho foi ninguém soltar fogos, por algum motivo não foi possível festejar! (rsrs)

 

(TODA QUARTA-FEIRA UMA NOVA IDÉIA AQUI NO VARAL)



Escrito por Marcela Fonseca às 12h22
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


PRISONNIER DE LA MODE

Edward Lee, era assim que Edmundo Fereira Silva Júnior, de 26 anos gostava de ser chamado. O rapaz que cresceu sem os cuidados da mãe, falecida quando ainda era menino, sonhava ser estilista de vestidos de noiva. Desde garoto demostrava aptidão e interesse pela moda, rabiscando em seus cadernos escolares. Mas por determinação de seu pai, que não aceitava sua escolha profissional, aceitou engavetar seus desenhos.

Seu primeiro emprego foi em um brechó da Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, onde trabalhou por quatro anos como vendedor, até conhecer o Senhor Ronald, estilista falido, dono de um antiquário locado no mesmo bairro. Júnior parecia feliz. Mas o tempo, o silêncio e a escuridão de seu quarto eram as únicas testemunhas de sua frustação.

Sem coragem para enfrentar seu pai e arriscar tudo, pediu ao Senhor Ronald um novo emprego. Prontamente atendido, não demorou muito para se tornar admirador fervoroso de antiguidades. Conhecia bem os clientes e tinha sempre bons argumentos, era um sucesso nas vendas.

Mas, em uma fatídica manhã de sexta-feira, 'Edward Lee' colocaria tudo a perder, ou não. Detido em flagrante em um cemitério de Pinheiros furtando vasos, o rapaz foi levado para a delegacia, onde confessou que havia visto os objetos uma semana antes, durante uma visita que teria feito a seu pai, agente funerário.

Funcionários do cemitério testemunharam sua ação. Abordado pelo administrador do local, Júnior afirmou que o túmulo de onde tirou os vasos era de sua mãe. Mas não foi confirmado o suposto parentesco. A história ganhou as páginas de jornais e destaque nos noticiários da TV.

Julgado, o vendedor foi condenado há dois anos de prisão e cumpre pena no interior do Estado há um ano. Momento esse que tem lhe rendindo projetos e idéias.  Após trocar inúmeras cartas com Berenice, irmã de um dos seus companheiros de cela, namoro que já dura dez meses, Júnior e Berê resolveram preparar o casamento. Nos planos estão os filhos, um casal, Joseph e Sophia.

'Edward Lee', que durante toda sua vida sonhou ser um estilista reconhecido nas mais chiques passarelas do mundo, oficicializou o matrimônio no último fim de semana no local onde está preso. Feliz comentou com seus colegas, “estou entusiasmado e muito feliz, afinal, casar em presídio também virou moda”.

 

(TODA QUARTA-FEIRA UMA NOVA IDÉIA AQUI NO VARAL)

 



Escrito por Marcela Fonseca às 13h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


CLICHÊS DO MEU COTIDIANO

Inevitavelmente tudo se repete, e por incrível que pareça, a velocidade dos fatos nos torna impacientes diante dos mesmos acontecimentos. Talvez vítimas fiéis e desesperadas dos clichês do cotidiano. Frases prontas para impressionar. Imagem perfeita de algo que um dia sucedeu. Olho para lá. Não há mais o que dizer. Hoje, só pleonasmos, portanto, tudo aquilo que já se ouviu. A vida é, o amor é, esse texto é clichê.

 

(TODA QUARTA-FEIRA UMA NOVA IDÉIA AQUI NO VARAL)




Escrito por Marcela Fonseca às 19h03
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


O TRIVIAL DO CORPO

Jorge sempre teve uma vida de cão. Aos quatro anos foi abandonado pela mãe e de seu pai nunca soube sequer o primeiro nome.
  
Criado por uma vizinha, a quem considerava tia, cresceu num prédio fétido e entregue às ruinas na Avenida Nove de Julho. Dividia o quarto com outras seis crianças, era a menor delas, tinha direito à uma única refeição por dia e seu corpo franzino era alvo de piadas e pancadas.
 
Aos treze anos deixou o farol onde vendia balas para seguir outro rumo. Uma oportunidade lhe foi dada na padaria da esquina da avenida onde morava, era ele quem entregava as dezenas de quentinhas vendidas no horário do almoço para funcionários de empresas da região. Três anos depois, uma nova chance, tornou-se office-boy de uma multinacional, locada na Praça da República. Tímido e extremamente reservado, mas competente e responsável, trabalhou duro para chegar à tão sonhada cadeira de diretor.
 
Sério demais, Jorge não demonstrava sentimentos, não tinha amigos,  exceto o companheiro Tonhão. Seu divertimento era um bar na badalada Rua Augusta. Lá  era possível beber, observar pessoas e sair sem ser notado. Foi numa noite qualquer nesse mesmo bar que Jorge viu pela primeira vez Dandara, garota despachada, cheia de medos e manias.
 
Dandara não entrava em elevadores por temer possíveis quedas. Tinha variações de humor, detestava maracujá e o cheiro da dupla café com leita lhe causava naúseas. Detestava peixe, certa vez viu sua avó engasgar com espinhos durante um almoço de Páscoa e não chupava balas Kids pelo mesmo motivo. Mas o que fazia a moça tremer eram os cães. Inúmeras vezes deu a volta no quarteirão onde morava, ou simplesmente mudou todo seu trajeto para não cruzar com um. Se apavorava diante do latido do animal independente do tamanho ou espécie.
 
Mas a moça sempre assumiu suas esquisitices. Nunca se envergonhou disso ou daquilo. Dizia sempre, o medo é o trivial do corpo, depois de ler a frase num livro de Graciliano Ramos.
 
Jorge se apaixonou pela garota. Se sentia feliz, completo com a moça por perto. Após o primeiro encontro outros vieram a seguir. Foi por e-mail que ele a pediu em casamento. A resposta não poderia ser diferente. Dandara preparou um romântico e apimentado jantar mexicano, regado de tequila e marguerita. Não deu outra, juras de amor, canções apaixonantes, luzes de velas e a idéia de dividirem o apartamento onde ela vivia sozinha. Na manhã do dia seguinte chegavam as primeiras coisas do rapaz.
 
Dez para às duas da tarde. Dandara acorda, ainda sonolenta calça a pantufa, bocejando vai até a cozinha, vê a porta entreaberta, espia pela fresta, vê Tonhão na área de serviço. Desesperada chama o sindico que o leva para a portaria do prédio.
 
Incorformado, Jorge se viu diante da escolha, Dandara ou Tonhão. Nunca havia confessado, mas, seu único medo era ser abandonado outra vez por uma alma feminina. Sabia das loucuras da moça, de sua personalidade nada estável, por isso, decidiu voltar pra casa com seu fiel amigo Tonhão, um pequeno cão Banseji, de pêlos negros e curtos, raça rara, originário da África, que embora não fosse mudo, sequer latia. Sentiu-se mais seguro assim.


*Colaboração Mariana Fonseca, 19 anos, produtora de eventos, minha irmã!

 

(TODA QUARTA-FEIRA UMA NOVA IDÉIA AQUI NO VARAL)



Escrito por Marcela Fonseca às 21h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


SILÊNCIO...

Quando se conhece bem de perto o amor incondicional, a relação de cumplicidade

Quando há quem o ensine sobre valores morais e limites

Quando se aprende sobre respeito respeitando e sendo respeitado, não se quer outra coisa.

É feliz quem pode partilhar carinho, afeto, disciplina, o alerta, a atenção

Com alguém tão capaz de renunciar, de se sacrificar, se preocupar, de não dormir

Brigar e mesmo assim, com uma xícara bem quentinha de café na mão, te esperar e sorrir.

Feliz de quem se orgulha daquele que causa admiração,

Que propõe a dedicar seu tempo de maneira responsável, leal, fiel.

Meu herói é assim...

Na lembrança, o sorriso, o beijo, o abraço e o aperto de mão

Hoje, saudade da ausência mais presente

O olhar mais indelével

Silêncio.


Vagarosamente seu olhar busca o meu

Olhos que expressam mais do que qualquer palavra

Então, um sorriso. E outro também.

O último olhar, parece de adeus

E outra vez o silêncio que fala em voz alta: AMO VOCÊ!

 

(TODA QUARTA-FEIRA UMA NOVA IDÉIA AQUI NO VARAL)




Escrito por Marcela Fonseca Mazza às 20h04
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[...]

LUTO EM RESPEITO À MEMÓRIA DO MEU PAI!

AGRADEÇO O CARINHO E A ORAÇÃO DE TODOS.

ABRAÇO, MARCELA FONSECA (SP.07/07/07)



Escrito por Marcela Fonseca Mazza às 10h20
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil





BRASIL, Mulher, de 20 a 25 anos, Arte e cultura



Meu humor



Histórico


    Votação
    Dê uma nota para
    meu blog



    Outros sites
     Meu Orkut
     Som de Bamba
     Portal Literal
     TextoVivo / ABJL
     Intelecta City
     Ponto Final
     Picadeiro da Informação
     Escuta Zé!
     Mais Água No Feijão
     100 Crise
     No Mezanino
     Corpo Estranho No Sistema
     Drunk Memories
     Cordel da Muléstia
     Com Gás
     Last Letters
     Procurando a Poesia
     O Arroto
     Abstraktus
     Opas e Boas
     Blog Marcelo Melo
     Mundo Cão
     Um Cara Estranho