varal de ideias


QUANDO NÃO HÁ DO QUE SE LEMBRAR FICA FÁCIL ESQUECER!!!

Há dois anos, nesta mesma data, estava prestes a passar pelo momento mais difícil em vinte e poucos anos de vida. A morte do meu pai. Ele havia acabado de completar seus 57 anos, quando no dia 14 de junho de 2007 precisou ser internado. Ele chegou ao hospital sentido apenas falta de ar... E então vieram as complicações de uma vida de muito tabagismo. Foram 22 dias de internação, 15 deles dentro de uma UTI [Unidade de Tratamento Intensivo]. Lembro-me de tê-lo visto sorrir -ainda que com tubos e aparelhos ligados ao seu corpo- e disso jamais esquecerei.

Durante todo o tempo acreditei que ele sairia dessa. Mas seu vício o venceu. Ele faleceu no dia 7/07/07. O fato é que meu pai sempre cuidou de sua família. Era ele quem resolvia coisas assim. Sem ele o que faríamos? Minha mãe e meus irmãos -sou a terceira de quatro filhos- sentíamos dor. Mas era preciso cuidar de tudo. E a tarefa foi delegada à mim. Meu irmão mais velho [e 12 anos mais velho] parecia ser mais frágil do que eu. Nunca me senti tão fraca. Tão pequena. Havia perdido ali o chão. Não tive escolha. A vida quem decidiu tudo por nós. Mas uma força maior -e essa força para mim é a mão de Deus- me fortaleceu.

Foi assim que descobri que quando sou fraca é que sou forte e que ainda que o mundo me abandone -entenda-se amigos e familiares- ainda assim sei exatamente onde está minha força, meu refúgio e a minha fortaleza. Não que não soubesse que a vida é cheia de momentos tristes. Mas nessas horas fica mais fácil enxergar as entrelinhas, então, percebi que a vida é mesmo cheia de tristeza e dor. Como quando aos seis ou sete anos vi meu padrinho amado também ir embora num acidente de carro. Ou quando cheguei tão perto na seleção do Curso Abril de Jornalismo [curso da Editora Abril direcionado à recém-formados em Jornalismo de todo o país] e no último segundo perdi!

Nem sempre é fácil encarar os fatos. Mas é possível superar. Ainda choro ao lembrar do meu pai porque vejo seu sorriso. Depois de anos choro ao lembrar do meu padrinho porque tenho a lembrança bem viva da última vez que o vi, num almoço de domingo em que, como sempre, mordeu minhas mãos - ele adorava fazer isso porque, acredite se quiser, fui uma criança "fofinha". Até hoje lamento não estar entre os selecionados para o Curso Abril porque desde criança sonho trabalhar em revista. Porque me preparei durante um ano. Porque sabia que não seria fácil. Porque ficar entre os 120 finalistas [apenas 60 selecionados], de um total de creca de 3 mil inscritos, me fez acreditar ainda mais que fiz a escolha certa....

No entanto, são essas situações e outras tantas que sequer relacionei aqui que fizeram de mim a pessoa que sou hoje. Não sou melhor nem pior que ninguém.  Mas embora eu tenha meus momentos ruins, prefiro sempre enxergar o lado bom das coisas. Procuro sempre criar oportunidades para aprender e melhorar. Recentemente passei por algo que se fosse em outra época teria me derrubado. Sem murmurar compreendi. Claro que tirei minhas próprias conclusões . Se estive certa ou errada não sei. Mas desde então continuo a seguir...

E pra finalizar... Escrevo aqui algo que tem feito muito sentido pra mim. Quando não há do que se lembrar, não há motivos para se esconder, fingir ou fugir! O que estou tentando dizer é que só posso ser feliz ou infeliz por aquilo que um dia vivi verdadeiramente. Coisas imaginárias não nos podem machucar. Muito menos nos parar!!!



Escrito por Marcela Fonseca às 15h00
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